segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Matemática

Enquanto eu ainda capturava as aleatoriedades, o caso e o acaso das coisas, tudo se perdeu. Fascinado pelas improbabilidades do ocorrido e as coincidências e casualidades que levaram a ele. A matemática de um encontro não traz nenhuma resposta. Quando o nó se desfaz, a matemática é tão improvável quanto antes, talvez mais. A questão permanece. A pergunta constante. É essa matemática que torna tão difícil desviar o olhar? Ou algo mais? Algo mais profundo do que a ciência. Mais profundo que uma pergunta sem resposta. Um momento no tempo e para sempre no tempo. Sempre sem resposta além do tempo perdido fazendo perguntas. Sem nenhuma resposta ou explicação, tudo se perdeu. Não adiantou pensar na aleatoriedade do ocorrido, pois o laço se rompeu aleatoriamente. O que permanece é a pergunta.

Eterna como o encontro.

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